Chega pede audição parlamentar urgente do diretor nacional da PJ

Chega pede audição parlamentar urgente do diretor nacional da PJ

O Chega vai requerer a audição parlamentar urgente do diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) para discutir as informações transmitidas à ministra da Justiça relativas à destruição de químicos apreendidos na operação Pacoba, quando Luís Neves liderava a instituição.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Rui Alves Cardoso - RTP

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, André Ventura afirmou que o seu partido quer ouvir o responsável pela PJ "para que possa dizer em viva voz" que informações transmitiu à ministra da Justiça sobre o caso.

O pedido do Chega surge depois de esta manhã a ministra da Justiça ter afirmado, no parlamento que "ninguém mentiu" sobre o valor relativo à destruição de químicos apreendidos na operação Pacoba, depois de informações contraditórias da sua tutela e do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Rita Alarcão Júdice adiantou que pediu esclarecimentos adicionais diretamente ao diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro
, pedindo-lhe "para assumir pessoalmente a responsabilidade de apurar ponto por ponto o que está a passar e qual é a informação que tem que ser dada".

André Ventura acusou a ministra da Justiça de ter mentido ao parlamento nas respostas enviadas sobre o tema, "embora tenha dito que mentiu não por consciência mas porque a PJ a enganou".

"Alguma coisa aqui não está bem. Ou a Polícia Judiciária está a ocultar informação à ministra da Justiça, à tutela e ao Parlamento, ou a ministra da Justiça está a mentir para tentar encobrir o seu colega da Administração Interna. Os dois cenários são particularmente graves", criticou.

Apesar de afirmar que mantém todas as hipóteses em aberto, André Ventura disse ter "todas as condições para suspeitar" que foi a ministra da Justiça que mentiu para "encobrir" Luís Neves, e não a PJ a mentir à ministra.

André Ventura apelou ao diretor nacional para que preste estes esclarecimentos, considerando que "é do interesse da polícia" que tal aconteça, e defendeu que "é tempo de os responsáveis políticos não estarem sempre a atirar para cima da polícia as responsabilidades que eles próprios têm".

O presidente do Chega disse ainda que o Governo "pode fazer os anúncios que entender", mas a polémica em torno de Luís Neves "não desaparece" por estar em causa "uma questão de transparência e integridade". 
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